Todo ano é publicado o Gallagher Report – State of the Sector trazendo um panorama geral da Comunicação Interna no mundo. Para esta última publicação de 2022, foram entrevistadas 1300 pessoas de CI (Comunicação interna), com a participação de mais de 1.300 organizações de todo o mundo.

Aqui você tem acesso ao Report na íntegra em inglês.

Se vc quer saber os principais pontos, fique conosco!

Redefinindo a agenda de Comunicação Interna

Segundo a pesquisa, ano passado 2/3 dos profissionais de CI acreditavam que seu nível de influência dentro de sua organização havia aumentado ao longo de 2020. Muitas organizações deram foco maior em questões-chave como: bem-estar dos funcionários, diversidade e inclusão, novos formas de trabalhar, visibilidade da liderança, investimento em canais digitais e capacitação dos gestores para engajamento com suas equipes.

Prioridades de Comunicação Interna para 2022

Envolver as pessoas em torno de propósito, estratégia e valores continua sendo a prioridade número um nas organizações. Veja as três principais prioridades para 2022:

• Engajar equipes em torno de propósito, estratégia, valores

• Adaptar estratégia de canal ao trabalho híbrido

• Aprimorar a comunicação do gestor

Desafios de Comunicação Interna para 2022

• O desligamento dos funcionários foi visto como o maior desafio pelos entrevistados.

• A falta de capacitação ficou em segundo lugar.

• A falta de medição e análise ficou em terceiro.

• Volume de comunicação muito alto.

• Tecnologia interna não adequada ao propósito.

• Alguns desafios que apareceram em anos anteriores não foram mencionados nesta edição como a falta de envolvimento na tomada de decisões por exemplo. Será um sinal de superação destes desafios?

Para tratar destas questões, o Report está dividido em quatro seções:

1. Propósito e estratégia: A comunicação interna está impulsionando o entendimento?

2. Experiência do funcionário: pode ser uma vantagem competitiva?

3. Trabalho híbrido: As organizações estão ajustando suas estratégias?

4. Gestores: Qual é o seu papel no novo mundo do trabalho?

1. Propósito e estratégia – A comunicação interna está impulsionando o entendimento?

Após um período marcado por incertezas, planejamento de curto prazo e comunicações reativas, que ponto estão as organizações em recuperar a sua narrativa corporativa? Que papel os comunicadores internos estão desempenhando nisso? E qual é o impacto que as comunicações estão tendo quando se trata de impulsionar a compreensão dos funcionários?

Lidando com a incerteza

Não se pode esperar que os comunicadores internos criem clareza e alinhamento onde não há um plano de cima para baixo incorporado para isso. É importante explorar o contexto em que operam, a direção em que as organizações para as quais trabalham estão indo e o estado de seu bem-estar organizacional.

Para trazer clareza e alinhamento, a narrativa organizacional precisará ser holística e trazer o “como” fazer, além do “por que” e “o quê” quando se trata de comunicar a mudança. E precisará da direção clara do topo.

Ampliação do escopo de Comunicação Interna

Os temas de diversidade e inclusão (D&I) e meio ambiente, social e governança (ESG) surgiram como os principais tópicos dos últimos dois anos. Mas quão bem as organizações estão incorporando esses temas sociais em sua narrativa? E quão genuína é essa preocupação global com o futuro do planeta?Segundo dados compartilhados no report, as organizações maiores tratam destes temas de forma mais estruturada e sistemática do que as menores.

Feedback dos funcionários

Os desafios continuam em se manter uma conexão real com os funcionários, até em função da mudança para o trabalho híbrido. Grande parte dos entrevistados concordaram que suas organizações valorizam genuinamente o feedback dos funcionários. Porém, poucas organizações aprendem e agem de acordo com isso.

Escuta organizacional

Quais canais de comunicação são usados para coletar opiniões? Embora a maioria dos entrevistados concordem que a CI desempenha um papel crítico na captura e amplificação da voz dos funcionários, há poucas evidências de que ela o faça ativamente. Se você quer ter acesso aos números de pesquisa, acesse aqui o Report completo.

Fontes qualitativas continuam pouco utilizadas. O papel desempenhado pelos influenciadores internos também foi baixo, mesmo considerando o papel central dos gerentes em cascatear a comunicação. Poucas empresas os veem como um canal de feedback, como resultado, estão falando com as pessoas ao invés de se envolver com elas. O feedback dos canais sociais também foi baixo em comparação com seu uso, sugerindo que as equipes de CI os usam para enviar mensagens, mas não como um potencial canal bidirecional.

Conquistando corações e mentes

Não importa se sua empresa é composta por 50 magos de tecnologia ou 10.000 nômades digitais espalhados pelo mundo, o primeiro desafio quando se trata de comunicação eficaz, são as pessoas. A informação que você compartilha tem que ressoar, ter clareza e impulsionar a ação.Mas como você sabe o quão bem suas comunicações estão chegando? E como você pode ter certeza de que os funcionários estão prestando atenção?

Quando se observa a maneira como as organizações planejam e gerenciam a comunicação interna, nota-se que os entrevistados com uma estratégia de comunicação interna abrangente (com período maior que um ano) relatam níveis mais altos de compreensão dos funcionários.

Organizações com níveis mais altos de atração e retenção de talentos se concentram no feedback e na compreensão dos funcionários.

É muito bom encorajar os comunicadores internos a coletar insights dos funcionários e usá-los para determinar sua abordagem estratégica, mas vale a pena o esforço? E as organizações que valorizam o feedback dos funcionários estão colhendo os frutos?

Os grupos “acima da média” eram mais propensos a acreditar que sua organização valorizava o ouvir do funcionário e tinha um processo robusto para capturar o feedback dos funcionários.  O maior gargalo entre os grupos “acima” e “abaixo” foi na capacidade de aprender e agir de acordo com o feedback dos funcionários.

As maiores disparidades entre os grupos “acima e abaixo” foram em torno da compreensão da estratégia de negócios e compreensão da contribuição individual dos funcionários e do impacto na estratégia.

A visão Gallagher

Em 2021, os empregadores em todo o mundo sentiram a verdadeira força das opiniões de seus funcionários sobre as questões que importam. Este ano, à medida que os tremores dos últimos dois anos se estabelecem em um “novo novo novo” normal, os desafios de comunicar o valor, a identidade da marca e o propósito de sua organização virão à tona.

Não dá mais para ficar em cima do muro em questões ambientais, culturais, sociais e políticas. Por quê? Porque agora, mais do que nunca, as pessoas precisam de esperança. Recebemos de volta uma força de trabalho que busca algo em que acreditar e precisam saber que a organização para a qual se dedicam, tem uma visão que se alinha com sua visão pessoal desse mundo. Portanto, se você está pensando em redefinir sua narrativa corporativa, D&I ou ESG, os empregadores inteligentes garantirão que estejam fazendo conexões significativas e autênticas com a sua equipe.

O que você entrega tem que ser consciente e cheio de propósito; tem de ser contado através de histórias reais de desafio e triunfo; tem que conectar o porquê e o como por trás do quê. No entanto, o verdadeiro desafio aqui não está na elaboração de declarações de missão significativas; está na maneira como você cumpre essas promessas. Lembre-se: isso só se torna autêntico se seus funcionários tiverem tempo, recursos e suporte para realmente viverem seus valores; só funciona se você acender a faísca que deixa sua equipe entusiasmada o suficiente para incorporar com orgulho as experiências únicas que você trabalhou tanto para criar.

Photo by Celpax on Unsplash

2. Employee Experience

Organizações que investem na experiência dos colaboradores se saem melhor na guerra pelo talento. O êxodo em massa de funcionários chegou e é um problema sério.

À medida que as organizações começam a emergir de um período de gerenciamento de crises relacionadas ao COVID-19 para enfrentar um nível incomparável de demissões, uma abordagem mais proativa, em favor da experiência dos funcionários, pode ser uma vantagem competitiva? E como a comunicação se encaixa nela?

Assumindo a responsabilidade

Segundo os dados compartilhados no report, os profissionais de comunicação estão cada vez mais conscientes da necessidade de ampliar seu foco, mostrando que os comunicadores internos estão tendo conversas amplas sobre uma gama maior de desafios de negócios com seus líderes.

Pensamento estratégico

Para ser comunicador interno é preciso enxergar todo o contexto tempo todo. Enxergando sempre a frente e pensando de maneira estratégica.

As organizações que estão transformando o conceito de experiência do funcionário em planos mensuráveis ​​estão prosperando. Mas como estão fazendo isso? Este ano, os entrevistados classificaram a atitude de sua organização em relação a vários componentes da experiência do funcionário. ‘Propósito, cultura e visão’ e ‘Aprendizagem e desenvolvimento’ continuam líderes, seguindo com ‘Bem-estar (mental, físico, financeiro)’ e ‘Recompensas, benefícios e reconhecimento’. “Diversidade e inclusão” teve uma classificação muito baixa. ‘Formas de trabalhar’, ‘Experiência no local de trabalho’ e ‘Experiência digital e tecnologia’ tiveram uma classificação pior.

Organizações com níveis mais altos de atração e retenção de talentos adotam uma abordagem proativa para a experiência do funcionário

Afinal, focar na experiência do funcionário é um investimento significativo.

A visão de Gallagher

O engajamento dos funcionários no trabalho, em geral, vem diminuindo ano a ano há algum tempo. Por quê? A análise do problema está acontecendo sob uma perspectiva equivocada. Por muito tempo nos fixamos na razão pela qual as pessoas não estavam engajadas, ao mesmo tempo, falhamos em ver que era porque as experiências que estávamos criando eram falhas. O quanto as pessoas se sentem “engajadas” no trabalho é uma consequência direta da experiência que têm enquanto estão lá. O verdadeiro problema é que as empresas perderam sua alma.

Como comunicadores, estamos em uma posição privilegiada para unir os desejos e necessidades das pessoas aos objetivos finais da organização e vice-versa. Temos a oportunidade de influenciar a experiência das pessoas; criar um espaço para o desenvolvimento de culturas e uma plataforma a partir da qual líderes possam liderar.

3. Trabalho Híbrido

As organizações estão ajustando suas estratégias? A pandemia acelerou a revisão de como as organizações interagem com seu pessoal.

Acesse o nosso E-Book sobre trabalho híbrido!

Em 2020, muitas organizações tiveram que migrar para o trabalho remoto quase da noite para o dia e aprenderem a confiar em seus funcionários para trabalhar sem supervisão em casa. Durante décadas a comunicação interna foi feita principalmente para quem está no escritório e trabalha das 9 às 18h – mesmo em grandes organizações com muitos funcionários no chão de fábrica. A pandemia acelerou a necessidade de uma revisão necessária de como as organizações interagem com todo o seu pessoal. As expectativas e atitudes das pessoas em relação ao trabalho mudaram para sempre e toda a conversa sobre trabalho híbrido mostra que as organizações estão muito conscientes de que não há volta.

Sinal dos tempos

Quando se trata de analisar a maneira como as organizações reagiram à mudança para o trabalho híbrido e as tendências do futuro do trabalho, a pesquisa sugere que esse tópico tem sido uma preocupação universal para os comunicadores internos.

Organizações com níveis mais altos de atração e retenção de talentos adaptam suas estratégias mais rapidamente. O impacto das pessoas reavaliando suas prioridades foi significativo em todas as organizações.

Mudar de canal de comunicação interna?

Alguma mudança significativa de canal no ano passado? Não. Uma mudança na estratégia de canal pode assumir muitas formas. Algumas organizações podem ter preferido aproveitar o que já têm, ajustando os horários, frequência, funcionalidade ou conteúdo em seus canais existentes e levando a uma maior eficácia e maior inclusão. A grande questão aqui realmente é: Após o crescimento exponencial dos canais digitais entre 2014 e 2019, chegamos a um ponto de inflexão em que temos a tecnologia de que precisamos e só precisamos descobrir como usá-la melhor?

Impacto digital e de tecnologia na Comunicação Interna

Quando perguntados sobre quais temas mais amplos os profissionais de comunicação interna deveriam explorar mais, mais da metade dos entrevistados citaram o impacto do digital e da tecnologia na comunicação interna – sugerindo uma consciência real da necessidade de levar isso em consideração na função e em suas práticas.

A visão de Gallagher

Pensamos que ficaríamos trancados por um curto período, mas isso se transformou em longo prazo e daí para uma mudança de trabalho em casa permanente para muitos e soluções híbridas para outros. Os desafios de trabalhar juntos enquanto trabalhavam separados aumentaram, juntamente com o impacto que isso estava tendo nas pessoas, principalmente em relação à saúde mental.

Precisamos desenvolver estratégias de comunicação que priorizem as pessoas e precisamos promover comportamentos voltados para o futuro para garantir que a combinação de bem-estar e vida profissional dos funcionários seja uma prioridade. Estamos em um momento crucial na comunicação interna – as organizações precisam tomar decisões sobre como engajar seu pessoal na próxima década, e aqueles que querem ficar à frente precisarão se ajustar rapidamente.

É hora de cair na real: você simplesmente não pode controlar toda a narrativa em todos os canais. Não os force a usar ferramentas só porque eles funcionam para você, encontre os canais que funcionam para eles. Mais do que tudo, lembre-se de que a inovação leva tempo. O metaverso pode ainda não estar lá, mas acabará por moldar a forma como trabalhamos e colaboramos.

4. Gestoras e gestores

Qual é o seu papel no novo mundo do trabalho? As expectativas aumentaram substancialmente, mas o apoio a esse grupo não.

Gestoras e gestores são um dos influenciadores mais significativos da experiência do funcionário em qualquer organização. Tem havido muito debate sobre o papel do gestor como comunicador no ambiente de trabalho cada vez mais híbrido de hoje – e, agora que nossos canais de comunicação têm a capacidade de (aparentemente) alcançar todos o tempo todo, ainda precisamos deles? Sim. Na verdade, descobrir como os comunicadores podem aproveitar esse grupo essencial é a chave para desbloquear o futuro do trabalho híbrido.

Muitos deles tiveram que se ajustar ao trabalho híbrido como todo mundo – aprendendo a construir confiança, desenvolver relacionamentos, treinar sua equipe e garantir que o compartilhamento de conhecimento aconteça em um ambiente virtual.

Aumentando as expectativas na liderança

Pela primeira vez, desenvolver a comunicação de gestoras e gestores foi colocado entre as três principais prioridades do ano. Ainda há uma necessidade muito clara de interação humana, principalmente quando se trata de liderar na linha de frente e orientar as pessoas em períodos de desafio e mudança.

Líderes como comunicadores

Se gestoras e gestores estão desempenhando um papel central quando se trata de compartilhar informações corporativas, o que os profissionais de CI estão fazendo para apoiá-los? O reporte menciona uma oportunidade perdida significativa, sugerindo que gestores são vistos principalmente como um mecanismo em cascata de cima para baixo, em oposição a um grupo de influenciadores que podem ajudar a moldar a narrativa.

A visão de Gallagher

Poder aos gestores! Eles são um dos canais de comunicação mais críticos em qualquer organização. São agentes de mudança e têm uma influência substancial no comprometimento, produtividade, engajamento e desempenho de sua equipe – e uma boa comunicação desempenha um papel significativo para conseguir isso.

Embora todos reconheçamos isso, muitas vezes há uma desconexão quando se trata de garantir que esse grupo esteja equipado para ter conversas de qualidade sobre tópicos importantes, ilustrado pelo fato de que apenas um terço das organizações oferece treinamento de comunicação personalizado. Um primeiro passo seria olhar para esclarecer as expectativas dos gestores como comunicadores. Definir adequadamente essa parte de seu papel elimina o fator de ambiguidade, portanto seja específico sobre o que você precisa que eles façam como parte do processo de comunicação mais amplo, incluindo o papel que o face a face desempenha em seu relacionamento.

O conteúdo fornecido deve ser o mais claro e sucinto possível, esse é um público que normalmente é bombardeado com informações e solicitações. Eles precisam saber o que priorizar. No final do dia, os líderes querem informações bem estruturadas e fornecidas em formatos fáceis de digerir, com diretrizes descomplicadas para uso quando necessário.

Invista no bem-estar profissional dos seus gestores; certifique-se de que eles estão equipados e prontos para liderar. Comprometidos com o propósito de sua organização, irão fazer a diferença para a sua cultura.

A nova era de ouro

O que podemos aprender com comunicadores de classe mundial? A superação em planejamento, mudança e medição.

No ano passado, descobrimos que, apesar dos enormes desafios, o cenário pandêmico trouxe oportunidades significativas para os comunicadores internos. Muitos entrevistados viram sua influência sobre as equipes de liderança aumentar.

Você está se atualizando?

O foco recente em D&I e ESG exigiu que comunicadores internos ampliem sua experiência no assunto. Metade dos entrevistados se consideram bem informados sobre diversidade e inclusão e confortáveis ​​ao comunicá-la. Uma proporção semelhante de entrevistados se sente bem informado sobre mudanças climáticas e sustentabilidade.

Colaboração dentro da empresa

Os resultados da pesquisa sugerem que os níveis de colaboração entre departamentos aumentaram.

Falhe ao preparar, prepare-se para falhar

Quanto tempo e atenção extras estão sendo dedicados ao planejamento e à estratégia pós-pandemia? As maiores lacunas entre este grupo e o restante dos profissionais, diz respeito a ter um plano mestre de comunicação interna e uma estratégia de comunicação interna abrangente (abrangendo um período de mais de um ano), o que sugere que a capacidade de comunicadores para se concentrar no longo prazo e metas articuladas permite que eles tenham melhores conversas com os líderes.

A gestão da mudança

O gerenciamento de mudanças obteve uma pontuação alta na lista de habilidades que os comunicadores internos deveriam desenvolver. Os maiores gargalos foram: Visão de longo prazo para a mudança, História de mudança convincente e Líderes compartilhando mensagens consistentes e agindo como modelos.

Da mensuração da comunicação interna…

A mensuração tem sido tradicionalmente uma fraqueza dos comunicadores internos, e a “falta de análise e mensuração” pontuada como o terceiro maior desafio para 2022.  A maioria dos esforços se concentra em mensurar se as comunicações atingem ou não seu público-alvo ou que compreensão cria.

A satisfação dos funcionários com a comunicação interna é mensurada por mais da metade dos entrevistados. A mudança de comportamento teve uma pontuação mais baixa, com pouco mais da metade dizendo que mensuram “sistematicamente” ou “às vezes”. No entanto, vale notar que estes são muito mais difíceis de mensurar por envolver formas mais qualitativas (que as organizações tendem a adotar menos).

… a ações de comunicação interna

Quando se trata de relatar como os dados são usados, mais da metade dos entrevistados disseram que ajustaram suas mensagens ou refinaram sua estrutura de canal. Uma proporção semelhante disse que usaram para personalizar os tipos de conteúdo que entregam ao seu público. Menos entrevistados usaram os dados para garantir recursos adicionais ou demonstrar o retorno do investimento de suas comunicações aos líderes seniores.

Barreiras à mensuração de comunicação interna

A falta de tempo e recursos foram apontados como os maiores obstáculo. Da mesma forma, é surpreendente que mais de um quarto dos entrevistados tenha reclamado da falta de interesse da empresa.

A visão de Gallagher

À medida que as responsabilidades aumentam e lidar com crise após crise se torna mais comum, parece que os comunicadores internos têm carta branca para abraçar praticamente qualquer tópico. Estamos em posição de influenciar as grandes conversas que ocorrem nas salas de reuniões? Estamos mais próximos e com o desengajamento e a perda de talentos superando muitos desafios enfrentados pelas organizações no momento, os líderes estão mais preparados para ouvir aqueles que têm um link direto com as pessoas.

A maneira como respondemos à pandemia colocou isso ao alcance de muitos de nós. Nossa reputação é construída com base em nossa capacidade de fazer as coisas acontecerem; mas ser um consultor confiável é muito mais do que fornecer uma ótima solução. Não é necessariamente sobre o que você faz, mas como você faz. Não se trata de abandonar o tático para ser estratégico, mas de deixar claro a importância do seu papel, de entender como a comunicação interna pode ajudar a impulsionar, apoiar e capacitar o bem-estar de toda a organização.

Trata-se menos de compartilhar seu conhecimento profissional, mais de construir relacionamentos até o ponto em que você possa fazer as perguntas certas e deixar que líderes seniores tomem as decisões importantes por si mesmos.

Key learnings

Relatórios: À medida que a missão da comunicação interna se amplia, o mesmo acontece com a interação entre os departamentos necessária para realizar o trabalho. E, naturalmente, a cadeia de comando também muda como resultado. Segundo a entrevista, para 33% dos entrevistados a CI está sob o RH, em comparação com 32% na comunicação corporativa. Quanto maior a organização, maior a probabilidade de a comunicação interna ficar abaixo da comunicação corporativa; e as organizações de pequeno e médio porte podem nem ter uma equipe de comunicação interna dedicada.

Recurso: é um tema importante para os profissionais de CI de qualquer organização. A expectativa é de que os profissionais de CI façam mais com menos. Não houve mudanças significativas no que diz respeito aos recursos disponíveis desde o último relatório.

Canais face a face: Seja presencial ou virtualmente, os canais face a face ainda são considerados os mais eficazes, com mais de 90% dos entrevistados classificando a maioria deles como “muito” ou “bastante” eficazes. Seu uso, no entanto, permanece menor do que muitos canais digitais, embora a maioria deles seja usada em proporções maiores em organizações maiores. Comparado ao período pré-pandemia (2017-19), vale destacar que o uso de conferências para todos os funcionários (76%) é superior ao para gestores (60%); assim como o uso de chats para todos os funcionários (52%), quando comparado ao de chats apenas para gestores de pessoas (49%). Antes de 2020, esses canais sempre foram usados para atingir os gestores em proporções maiores.

Canais digitais: Estamos na era digital, e como isso se manifesta na maneira como os comunicadores alcançam os funcionários? Os anúncios via e-mail atingiram níveis de uso quase universais (94%) e são considerados “eficazes” por 78% dos entrevistados. Intranets e portais são o segundo (83%) e canais digitais vêm em terceiro (77%). Organizações a partir de 10.000 funcionários são mais propensas a usar uma infinidade de plataformas digitais (intranets, redes sociais corporativas, ferramentas de bate-papo, aplicativos móveis), o que explica a razão do volume de comunicação ser considerado um dos três principais desafios desse grupo.

Em geral, a eficácia dos canais digitais é bastante imprevisível – surpreendentemente, algumas das plataformas que são classificadas como mais eficazes (ferramentas de bate-papo, plataformas de mensagens, portais de funcionários) não são necessariamente gerenciadas por comunicadores internos ou usadas para cascatear mensagens corporativas. Como visto anteriormente, o uso de aplicativos móveis aumentou em 70% e a eficácia é considerada bastante alta.

Canais Impressos: Com o aumento do número de trabalhadores em casa, os pôsteres e os quadros de avisos ainda têm lugar no ambiente de trabalho cada vez mais híbrido de hoje? Até certo ponto, sim. O uso de canais impressos aumenta com o tamanho da organização — embora o uso de cartazes, banners e quadros de avisos caiu em relação aos níveis pré-pandemia. No entanto, eles continuam sendo importantes em organizações com proporções mais altas de trabalhadores sem mesa de trabalho.

Outros formatos de conteúdo: O uso da revista impressa parece estar em declínio em relação aos níveis pré-pandemia embora ainda seja usada por 26% das organizações empresariais e ainda pontuam muito bem em eficácia. O vídeo é classificado como o meio mais eficaz. O uso de podcasts é bastante baixo e os materiais enviados para casa permanecem bastante marginais, com níveis baixos de eficácia relatados.

Esforçando-se para melhorar

Como é a comunicação interna de classe mundial? O cenário da profissão de comunicação interna está mudando rapidamente – junto com o seu papel e propósito. Há muito mais coisas que os comunicadores internos precisam analisar hoje em dia, e é um desafio lidar com tudo – mas é sempre útil nos lembrarmos do que devemos aspirar.

Tenha definido o propósito e a estratégia —e certifique-se de ter clareza sobre ambos. Pense em como sua função apoia sua organização, para que serve e qual é sua proposta de valor para os líderes de negócios.

Construa uma narrativa clara. Isso não apenas garantirá que cada comunicação produzida esteja claramente alinhada, mas também te ajudará a fazer um melhor uso do seu orçamento e também apoiará sua narrativa estratégica.

Lembre-se, é VOCÊ que impulsiona a mudança, não a(s) plataforma(s) em que você compartilha ideias. Portanto, gerencie seus canais de forma eficaz – certifique-se de que eles são adequados ao objetivo e revise-os regularmente.

O objetivo principal de qualquer time de CI é apoiar seus líderes para se tornarem comunicadores craques, para construir uma capacidade de comunicação robusta que os ajude a maximizar a adesão dos funcionários.

Promova o diálogo aberto e a colaboração com foco na escuta. Sua capacidade enxergar através de uma lente humana é o que manterá a voz do funcionário na mesa principal – não perca isso de vista!

Ser capaz de demonstrar seu valor é a chave para construir sua influência onde é importante. Portanto, concentre-se no insight, na medição e na avaliação.

Torne-se o especialista que as pessoas procuram quando se trata de gerar novos comportamentos. Isso é tudo sobre sua capacidade de influenciar mudanças e transformações – então trabalhe com aqueles que sabem para manter as coisas focadas nas pessoas.

Como comunicador, você tem a oportunidade de moldar a experiência do funcionário na sua organização e mudar a maneira como as pessoas se sentem em relação ao trabalho. Portanto, defenda a importância do bem-estar de seu pessoal – físico, emocional e de carreira – através de uma melhor cultura e bem-estar organizacional.

Não há nada de errado em querer um lugar à mesa quando as decisões são tomadas. Portanto, torne-se um consultor de confiança e tenha a sua presença reconhecida onde importa.

Esperamos que este resumo, não tão curto, tenha contribuído com a sua atualização e trazendo insights práticos que vão te ajudar no dia a dia relacionado aos seus desafios de comunicação interna 😉

Lembre-se que, caso queira se aprofundar mais e mergulhar nos índices, você pode acessar o Report Gallagher completo em inglês, o material é incrível!